Dura realidade
Se levarmos em
conta, somente os últimos 20 anos, pela primeira vez o Brasil jogará uma Copa
do Mundo sem craques ou sem jogadores capazes de decidir individualmente –
exceção feita a Neymar Jr., embora o camisa 10 ainda precise passar por uma
‘prova de fogo’ para consolidar-se definitivamente no rol dos top-brasileiros.
Diante disso, mais do que nunca, a força da torcida, o fator local, terá que
pesar a nosso favor. Do contrário, estaremos fadados, novamente, a repetir o
fatídico ‘Maracanaço’ no dia 13 de julho de 2014. Isso se chegarmos a final,
logicamente.
Prognóstico
Antes de a
bola rolar, Alemanha, Espanha e Argentina, nesta ordem, se credenciam como
favoritas a vencer o maior certame de futebol do planeta. Por sua vez, o
Brasil, na minha singela visão, ‘corre por fora’ e têm no apoio da torcida e no
“fator” Luís Felipe Scolari, as principais esperanças visando o sonhado
Hexacampeonato. Bota sonho nisso. Tomara que eu queime a língua!
Cadê?
Ao contrário
das Copas de 2010 e, sobretudo, de 2002, desta vez não houve nenhum clamor
popular pela convocação de algum atleta. Tudo por que, infelizmente, a safra
brasileira é paupérrima em jogadores diferenciados — notadamente, do meio para
frente, o que, ironicamente, sempre foram posições abundantes na seleção. Além
disso, os craques existentes, como Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, se
‘desconvocaram’ ao longo dos últimos quatro anos por atuações ‘fantasmagóricas’
com a camiseta canarinho.
Faltou
ousadia
Mesmo
reconhecendo a coerência de Felipão, outros atletas deveriam receber nova
oportunidade e constar na lista. Falo especificamente de Kaká e Robinho. Mesmo
que estejam em momentos longe do brilhantismo do passado recente, a dupla
poderia sim, render bem mais que muitos convocados — Felipão, inclusive,
destacou que não preocupa a má-fase de alguns convocados, como Oscar, por
exemplo, ou seja, o que justificaria a aposta nos jogadores do Milán. Além da
questão técnica, os citados legariam experiência e dividiriam a
‘responsabilidade’ com o pupilo Neymar.
Observações
e hipóteses
Ramires e
Fernandinho, por exemplo, são atletas que se sobrepõem tática e tecnicamente e
não precisariam constar, ambos, na lista. Vamos conjecturar: Se Oscar for
suspenso, por exemplo, caberá a William a tarefa de ‘armar’ o selecionado – ou
ainda Hernanes, escalado um pouco mais à frente. Eis o porquê Kaká se
justificaria. Se a suspensão pegar Neymar então... Vixi!!!! Querendo ou não,
Robinho teria ‘bagagem’ para de alguma forma, cumprir a função de Ney10 — sem o
mesmo brilho, claro, mas exerceria o papel tático e manteria a velocidade da
equipe. Falo em suspensão para não citar as famigeradas lesões, evidentemente.
Isola... Toc, toc, toc.
Surpresa
bem-vinda
O zagueiro do
Napoli, Henrique, ex-Palmeiras, foi a maior surpresa da convocação. Podendo
jogar também de volante – a versatilidade é fundamental tratando-se de Copa do
Mundo — gostei da lembrança de Felipão. Porém, os quatro zagueiros chamados não
possuem o diferencial de Dedé do Cruzeiro: a bola aérea, beneficiado pelos 1,93
cm do camisa 26. Fica a preocupação, mas gostei da indicação de Henrique.
Camisa 9
Por
características, Fred e Jô são mais do mesmo, com vantagem técnica para o
primeiro, lógico. Desta feita, Felipão poderia ter ousado com Alexandre Pato,
que tem velocidade e pode atuar como segundo atacante — embora o camisa 11 do
São Paulo sofra com o mesmo argumento que alijou R10 da Seleção. Mas, não há
nenhum absurdo a escolha de Felipão, pelo contrário, ela reflete lógica e,
sobretudo, ‘gratidão’ pela participação dos convocados na conquista da Copa das
Confederações ano passado. Lastimo, entretanto, que Adriano Imperador e depois,
o próprio Pato, tenham jogado no lixo a ‘camisa 9 da seleção’. Do contrário,
seria de um deles, no mínimo, a titularidade.
---
Foto: Vip Comm/Marlon Falcão

Nenhum comentário:
Postar um comentário