quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Inter: Incômoda pauta, lei do silêncio e ‘D’Aledependência’

Segundona?


Na vida do Internacional neste final de ano, a pauta continua sendo a possibilidade de descenso. Com o empate sem gols diante do Corinthians, em São Paulo, aliado ao insucesso dos resultados paralelos, a equipe  que jogou grande parte  do duelo com um a menos, pela expulsão de Willians — arrasta a incômoda probabilidade de rebaixamento até a última rodada. Para que a temporada “traumática” se torne “tragédia”, os colorados precisam perder para a Ponte Preta, em Caxias, e ainda contar com a desventura de outras três combinações. Mesmo que as chances sejam baixíssimas, “é preciso abrir o olho”. Se enquanto há vida, existe esperança, um desdobramento do contrário também é válido: enquanto há risco, o temor se justifica. 
Matemática x realidade
Mesmo que o Inter consiga a “proeza” de perder para a ‘Macaca’, provavelmente com time reserva — por estar na final da Sul-americana, os “vermelhos” não serão rebaixados se ocorrer ao menos uma das três hipóteses: se o Criciúma perder para o Botafogo, no Rio; se o Coritiba não vencer o São Paulo, em Itu; ou ainda se o Vasco não vencer o Atlético-PR, em Joinville-SC. Mas, convenhamos: se perder para a Ponte Preta, o Internacional, que faz campanha digna de “rebaixamento moral”, merece, sim, inaugurar o novíssimo Beira-Rio na incômoda série B. É pouco provável e tomara que não ocorra, para o bem dos colorados.
Razão
Mesmo gastando “rios de dinheiro”, o Inter chega à derradeira rodada na 14ª colocação. Com apenas 17 pontos no returno — campanha superior apenas a do Náutico, rebaixado “há mil anos” e à frente do Coritiba apenas pelos critérios de desempate, finalmente a direção, capitaneada por Giovanni Luigi, “descobriu” a responsável pela campanha pífia: a imprensa, pasmem! Segundo os “homens do futebol”, existe um complô das rádios-tvs e jornais contra o Internacional, o que originou a “lei do silêncio” — nenhum jogador poder falar pelas ‘bandas’ do Beira-Rio. Eis mais uma cena patética de um departamento de futebol, esse sim, digno da segundona. 

Aliás
Entre os anos de 2006 e 2010, período glorioso na história contemporânea do Inter, onde estava a imprensa? Respondo: fazendo o seu trabalho como sempre. Com erros, às vezes, possíveis exageros, confesso, mas, fundamentalmente, fazendo o seu papel. Apenas isso. O resto é “choro desesperado” de quem foi incompetente e precisa de uma justificativa para o injustificável. Eita amadorismo!
Ciclo encerrado?

Após a partida contra o Timão, D’Alessandro não confirmou a permanência no Inter em 2014, embora tenha contrato até maio de 2015. Luigi, por sua vez, afirmou que enquanto for presidente do clube, o argentino não sai da Padre Cacique – mesmo que Flamengo e Cruzeiro estejam de olho no craque alvirrubro. Para àqueles que contestam a importância do gringo na equipe e colocam em xeque os benefícios de sua permanência, contra-argumento: não fosse o camisa 10, a temporada colorada, que beira o ridículo, seria ainda mais traumática. Vide o número de gols e assistências do castelhano no brasileirão.
Fotos: Alexandre Lops/SC Internacional e ClicRBS

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