Rumo ao TRI
Com uma rodada de antecedência, o tricolor confirmou a lógica – ancorada em sua regular campanha desde a chegada de Renato – e garantiu-se na maior competição do Continente, em 2014. Diante da vitória mínima contra o Goiás, na Arena, gol de Barcos (acredite se puder!), a única dúvida é saber se o Grêmio participará da fase de grupos ou se precisará encarar a Pré-Libertadores. Um mero empate, no próximo domingo, contra a Portuguesa, no Canindé, garante os “azuis” a primeira condição, com direito a férias e pré-temporada mais prolongadas. O desafio agora é a formação de um time competitivo e com acréscimos consideráveis, sobretudo, no setor ofensivo, além de reposições à altura para as prováveis saídas. Parabéns aos tricolores pelo primeiro objetivo alcançado rumo ao sonhado Tri da América!
Replay ou aprendizado?
Para vencer a Libertadores, a vaga é imperiosa, logicamente, mas tomara que ‘fazer parte do certame’ não seja o limite gremista. A participação na competição “nata” da América é uma honraria e tanto, sem dúvidas, além de uma fonte de receita fantástica, mas a nação gremista clama e merece muito mais, justificadamente. Se não vier o Tri da Libertadores, que venha o Brasileirão ou a Copa do Brasil. O Grêmio é muito maior do que as “participações”. Em 2014 o Grêmio tem novamente a chance de escrever mais uma gloriosa página em sua já vitoriosa existência. É tudo o que espera a nação gaúcha de três cores.
Sorte e competência
Para coroar a temporada competente, o Grêmio recebeu uma dose considerável de sorte na 37ª rodada. Além da lesão de Walter, que o impediu de voltar para o segundo tempo — embora tenha ameaçado a meta de Dida somente uma vez na etapa inicial — o tricolor foi beneficiado com derrota do Atlético-PR para o Santos e voltou à vice-liderança. Agora só depende dele próprio para concluir o certamente na segunda colocação. Embora não tenha confirmação científica, existe sorte em futebol, sim, mas sem dúvidas, ela sorri muito mais para quem faz por merecer.
Atributo
O gol de Barcos, após longo jejum de sete jogos, e que garantiu o tricolor na “Liberta 2014”, teve origem em uma jogada protagonizada por Pará e Ramiro pelo setor direito. Mais do que isso, a investida traduziu um dos atributos essenciais ao sucesso do futebol moderno e que, em regra, é ausente no Grêmio: a velocidade. Para o ano que vem, a titularidade de Maxi Rodriguez, que não chega a ser um velocista, mas garante dinamismo ao setor de meio-campo, além da contratação de um segunda atacante — que até pode ser Leandro, emprestado ao Palmeiras e que pode retornar —, são duas alternativas para fazer do Grêmio um time mais célere na transição defesa-ataque.
Campanha
Mesmo com atuações ao longo da temporada, em regra, contestáveis — pela disposição tática conservadora e “tranca rua” de seu treinador — o Grêmio, a seu estilo, pragmático, cumpriu a meta que o cabia (desde que o Cruzeiro liquidou com a esperança de título dos outros 19 postulantes). A vaga tem a assinatura de Renato, em três momentos: quando “descobriu” o esquema de três zagueiros e três volantes no Gre-Nal do primeiro turno; e, sobretudo, quando, mesmo que tardiamente, reviu alguns de seus conceitos e inseriu Vargas na equipe e, posteriormente, alçou Zé Roberto entre os titulares. Para 2014, com Renato ou sem ele, espero que o tricolor possa aliar excelentes resultados com atuações similares. Com reforços, o caminho será menos tortuoso. Mãos à obra, “cartolagem”.
Futuro
No próximo post confira a repercussão do empate do Internacional e a "incômoda" situação colorada na reta final do Brasileirão 2013.
Fotos: Ricardo Giusti/Correio do Povo e Lucas Uebel / Grêmio FBPA


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