Nome eternizado na
história do clube, Abel Braga iniciará a sua sexta passagem pelo comando
técnico do Internacional. Campeão da Libertadores e do Mundo, em 2006, Abelão
chega para “arrumar a bagunçada casa”. Embora se diga motivado e externe
felicidade por “voltar para casa”, as desconfianças acerca das ambições do
comandante no colorado, uma vez que já chegou ao ápice no time alvirrubro, tem
lógica. Entretanto, neste momento, o retorno do “campeão” se justifica
completamente. Explico...
Funções
Abel é inegavelmente
um dos melhores da função do país e sua estada em Porto Alegre deverá refletir
na melhora tática da equipe, além de servir como ‘injeção de ânimo’ ao atual
momento cabisbaixo da nação colorada. Mais do que isso, Abelão também deverá
ocupar, de maneira oficiosa, o cargo do homem mais forte do futebol colorado em
2014. Não de maneira clara, óbvio, mas me refiro a personalidade forte do
comandante, que certamente será um contraste ao comportamento brando do atual
presidente Giovani Luigi e de seu “velho-novo” departamento de futebol,
liderado, agora, por Marcelo Medeiros. Na prática, oficiosa, mas prática, Abel
será responsável por fazer valer a hierarquia do clube no vestiário. Abel não irá
acumular também o cargo de vice de futebol, mas será quase isso.
Aposta
no emergente
De excelente campanha
com o time mediano do Goiás no Brasileirão 2013, Enderson Moreira é a aposta da
direção gremista para a temporada de 2014. Embora valorize o ótimo trabalho do
treinador, a chegada de Enderson representa um anticlímax à nação tricolor, ao
menos na teoria, visando a conquista da Libertadores. Concordo que a faixa salarial
dos treinadores brasileiros está insustentável e que o Grêmio, historicamente,
tem sucesso ao apostar suas fichas em comandantes jovens (lembram de Felipão,
Tite e Mano Menezes?), mas nesse momento, é um equívoco. Por sua postura calma,
serena e pouco sanguínea, Enderson, que teve passagens pelas categorias de base do Inter e assumiu a equipe interinamente em 2010, certamente terá muitas dificuldades à frente
do Grêmio – lembram do Vagner Mancini? Tomara que por seu trabalho, sobretudo,
no aspecto tático, o comandante logre êxito. Para o bem de sua carreira e,
principalmente, da torcida.
Operação
Roth
Em 2011, quando da
saída de Renato, a direção ousou e anunciou Julinho Camargo, então coordenador
técnico de Paulo Roberto Falcão no Inter. Meses depois, Camargo foi substituído
por Celso Roth, criando a ‘sensação’ de que seu mandato foi tampão, apenas para
‘acalmar o torcedor’. Já imaginaram trocar o maior ídolo do clube (como jogador)
pelo estigmatizado Celso Roth? Pois é, algo me diz que a estratégia é a mesma
para 2014. Aliás, Enderson chega ao Grêmio sem multa rescisória. Ou seja, se a
direção quiser demiti-lo poderá fazê-lo amanhã, se for o caso, sem maiores
prejuízos financeiros. Se Enderson não emplacar, Roth voltará. Eis a hipótese.
Fotos: ESPN e Sportv

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