terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Abelão, Enderson e a ‘operação’ Celso Roth


A volta do campeão

Nome eternizado na história do clube, Abel Braga iniciará a sua sexta passagem pelo comando técnico do Internacional. Campeão da Libertadores e do Mundo, em 2006, Abelão chega para “arrumar a bagunçada casa”. Embora se diga motivado e externe felicidade por “voltar para casa”, as desconfianças acerca das ambições do comandante no colorado, uma vez que já chegou ao ápice no time alvirrubro, tem lógica. Entretanto, neste momento, o retorno do “campeão” se justifica completamente. Explico...

Funções

Abel é inegavelmente um dos melhores da função do país e sua estada em Porto Alegre deverá refletir na melhora tática da equipe, além de servir como ‘injeção de ânimo’ ao atual momento cabisbaixo da nação colorada. Mais do que isso, Abelão também deverá ocupar, de maneira oficiosa, o cargo do homem mais forte do futebol colorado em 2014. Não de maneira clara, óbvio, mas me refiro a personalidade forte do comandante, que certamente será um contraste  ao comportamento brando do atual presidente Giovani Luigi e de seu “velho-novo” departamento de futebol, liderado, agora, por Marcelo Medeiros. Na prática, oficiosa, mas prática, Abel será responsável por fazer valer a hierarquia do clube no vestiário. Abel não irá acumular também o cargo de vice de futebol, mas será quase isso.

Aposta no emergente

De excelente campanha com o time mediano do Goiás no Brasileirão 2013, Enderson Moreira é a aposta da direção gremista para a temporada de 2014. Embora valorize o ótimo trabalho do treinador, a chegada de Enderson representa um anticlímax à nação tricolor, ao menos na teoria, visando a conquista da Libertadores. Concordo que a faixa salarial dos treinadores brasileiros está insustentável e que o Grêmio, historicamente, tem sucesso ao apostar suas fichas em comandantes jovens (lembram de Felipão, Tite e Mano Menezes?), mas nesse momento, é um equívoco. Por sua postura calma, serena e pouco sanguínea, Enderson, que teve passagens pelas categorias de base do Inter e assumiu a equipe interinamente em 2010, certamente terá muitas dificuldades à frente do Grêmio – lembram do Vagner Mancini? Tomara que por seu trabalho, sobretudo, no aspecto tático, o comandante logre êxito. Para o bem de sua carreira e, principalmente, da torcida. 

Operação Roth

Em 2011, quando da saída de Renato, a direção ousou e anunciou Julinho Camargo, então coordenador técnico de Paulo Roberto Falcão no Inter. Meses depois, Camargo foi substituído por Celso Roth, criando a ‘sensação’ de que seu mandato foi tampão, apenas para ‘acalmar o torcedor’. Já imaginaram trocar o maior ídolo do clube (como jogador) pelo estigmatizado Celso Roth? Pois é, algo me diz que a estratégia é a mesma para 2014. Aliás, Enderson chega ao Grêmio sem multa rescisória. Ou seja, se a direção quiser demiti-lo poderá fazê-lo amanhã, se for o caso, sem maiores prejuízos financeiros. Se Enderson não emplacar, Roth voltará. Eis a hipótese.

Fotos: ESPN e Sportv

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