
Honraria
O Internacional representou com dignidade o futebol nacional no torneio “relâmpago”, ocorrido na Alemanha, nesta semana. Além da honraria de integrar o seleto grupo de participantes, ao lado de Barcelona, Milán e Bayer de München, as atuações mostraram-se satisfatórias, sobretudo pelo lançamento de jovens atletas – que podem servir como alternativas em breve - como no caso do meia atacante João Paulo e do volante Elton.
Legado
Os colorados voltam para Porto Alegre após dois empates em 2 a 2 contra Barcelona e Milán. No desempate, derrota para o catalães, nos pênaltis e, triunfo sobre os italianos, também na marca penal. Resumo da ópera: uma vez mais o Internacional orgulha sua grande torcida, termina o torneio em terceiro lugar (foto) e, de quebra, recupera um pouco da autoestima perdida com os últimos episódios relativos a demissão de Paulo Roberto Falcão.
Barcelona
Reeditando o Mundial de Clubes de 2006, vencidos pelos vermelhos, os colorados fizeram um péssimo primeiro tempo frente ao time catalão com apenas três titulares. Com um meio-campo “tranca rua”, com três volantes – Eton, Bolatti e Tinga – e, apenas Leandro Damião no ataque, os gaúchos assistiram ao barça tocar bola de um lado para outro, terminar o primeiro tempo com 69% de posse de bola, além do 1 a 0 no placar. No intervalo, com as sete mudanças realizadas por Guardiola – em torneios amistosos são permitidos mais substtuições, além das três habituais – o time do interino Osmar Loss equilibrou o confronto e empatou com o criticado lateral-direito, Nei. No entanto, logo em seguida, o Barcelona passou novamente na frente, mas, Leandro Damião, em belo cabeceio empatou no final da partida. Nos pênaltis, o próprio Damião e o jovem lateral-esquerdo estreiante Zé Mário, desperdiçcaram. Final, Barcelona 4 a 2.
Jovem
Discordo de quem diz que Loss não deveria ter escalado os jovens para as cobranças. Com as ausências de D’Alessandro e Andrezinho, que foram substituídos, não restou outra alternativa. É óbvio que todo o atleta tem seu tempo de maturação, mas, o fracasso nos pênaltis não passa pela juventude dos cobradores. Afinal, Leandro Damião, artilheiro colorado no ano, jogou a bola nas estrelas e o jovem estreiante João Paulo, bateu com tranquilidade e maestria. Outro debutante foi o lateral-esquerdo Zé Mário, que também fracassou. Ou seja, futebol é e sempre será definido pela qualidade, independente da idade – com o perdão da obviedade (com direito a rima tripla).
Milán
Vendo as escalações de Inter - com Danton, Zé Mário, Elton, Fabrício, Wilson Matias e Gilberto – e, o Milán com a base que conquistou o campeonato Italiano – Pato, Robinho, Ibrahimovic, Seedorf, Gattuso – parecia que o Internacional sofreria uma das maiores derrotas de sua história. O temor aumentou ainda mais quando o sueco Zlatan Ibrahimovic abriu o marcador logo aos 2 minutos, em um belo gol de letra. No entanto, o colorado reagiu e, liderados pela bela atuação de João Paulo, chegou ao empate após jogada em velocidade de Gilberto pela direita e cruzamento perfeito para Damião. Na etapa final, Pato, ex-Inter, pos os italianos novamente em vantagem. Quando o confronto dava indícios de definido, o argentino D’Alessandro, que entrara na vaga de Damião, como centroavante, venceu o arqueiro Amelia. Final: 2 a 2 e nova disputa penais...
Fenômeno
Pode parecer exagero, mas não é. Tratando-se de pênaltis, o goleiro Renán é um fenômeno. Natural de Viamão, o camisa 12 defendeu três cobranças, não tomou nenhum gol e garantiu o triunfo gaúcho por 2 a 0. Mesmo com o ano tumultuado – com a perda dos pais e, a instabilidade nas atuações, que inclusive o fizeram perder a titularidade - , Renán levou para casa o troféu de melhor jogador da partida e foi figura central no feito colorado, assim como fizera na decisão do Gauchão, em 2011. Em 13 cobranças de pênaltis, na temporada, Renán alcançou a impressionante marca de sete defesas. Os números não mentem, Renán é fora de série quando a bola está na marca do pênalti.
Melhor da América
Para coroar o momento, a Conmebol divugou seu ranking: Internacional no topo da América, com 494 pontos. Os outros listados, são: LDU, do Equador; Estudiantes, da Argentina; Santos e Cruzeiro; Libertad, do Paraguai; Vélez e Independiente, ambos da Argentina; São Paulo e Boca Juniors, da Argentina. O ranking leva em contas o desempenho dos clubes nas últimas cinco temporadas e é atualizado semanalmente. No critério utilizado, vitórias, empates, classificações para fases seguintes e títulos conquistados contam pontos.
Brasileirão
De volta ao brasil, os colorados recebem o Atlético-GO, motivado pela vitória de 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no Beira-Rio, no próximo domingo, às 16h. A equipe ainda será comandada pelo interino Gilmar Loss e não terá o capitão Bolívar e o goleador Leandro Damião, suspensos pelo terceiro cartão amarelo; além de Índio, Zé Roberto e Guiñazu, lesionados. Boa sorte aos vermelhos!
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