domingo, 3 de julho de 2011

Troca, palha e seleção



Idolatria manchada

Após mais um resultado insatisfatório dentro do Olímpico - 2 a 2 com o Avaí - o torcedor chiou, a direção vociferou e Renato Gaúcho pegou seu chapéu e chorando disse adeus a massa que tanto o idolatra. Desde agosto do ano passado sob comando tricolor, Portaluppi resgatou a equipe da zona de rebaixamento, recuperou o orgulho gremista ferido e de quebra, classificou a equipe para a Copa Libertadores. Neste ano, porém, o comandante foi incapaz de novo milagre à frente do carente elenco do Grêmio. A ausência de qualidade em alguns setores, como o ataque, aliadas a série de atritos públicos com a direção tornaram o ambiente insustentável. Ao contrário do que se espera de um grande ídolo, Renato abandonou o barco em meio ao mar. Entendo os motivos do treinador, mas diante do amor que Renato diz sentir pelo clube, sua saída é uma afronta contra sua própria idolatria.

Filé

Por mais paradoxal que pareça, Renato deixa a equipe justamente quando os reforços estão entrando no time. Contra o Avaí, os retornos de Bruno Colaço na lateral-esquerda, André Lima no comando de ataque e a ótima estreia do argentino Miralles, foram alguns alentos para a apagada atuação. Depois de ter que improvisar em alguns setores, implorar por reforços e ter que se virar com o que tinha, por exemplo, escalando um atacante que beira o amadorismo com Jr. Viçosa e Lins, Renato não aguentou esperar mais tempo. Uma pena para ele e, sobretudo para o Grêmio. A sua identificação com o time e sua capacidade de liderança seriam fundamentais para a "ressurreição" gremista. Cansado de roer osso, Renato não teve paciência para esperar o filé...

Aposta Gre-Nal

Nem Cuca, nem Adilson Baptista, muito menos Dorival Júnior. Fugindo dos salários astronômicos, a direção gremista resolveu apostar na velha e boa escola gaúcha de treinadores. Entretanto, o insólito fica por conta do nome escolhido. Trata-se de Julinho Camargo (foto), então auxiliar técnico de Paulo Roberto Falcão no comando colorado. Do dia para a noite, o ex-treindor do Novo Hamburgo, vira a casaca, troca o vermelho pelo azul e é a grande aposta de Paulo Odone e Cia. Para os mais apaixonados, um pecado de lesa pátria Gre-Nal. Para os mais tarimbados no mundo da bola, uma oportunidade de ouro para Camargo. Nas categorias de base, o profissional foi campeão Mundial Sub-15 com o Internacional e Campeão Brasileiro Sub-20 pelo Grêmio. Boa sorte ao novo comandante. O desafio é árduo!

Dinamismo

Ao contrário do que se poderia imaginar, a bela atuação contra o Figueirense não foi fogo de palha. Assim como ocorrera contra os catarinenese, o Inter repetiu a atuação sólida e convincente também diante do Atlético-MG em sete lagoas. Os 4 a 0 foram cópia fiel da superioridade alvirrubra na partida. As atuações do sistema ofensivo, com Oscar, D'Alessandro, Zé Roberto e Damião - autores dos gols - além da manutenção da posse de bola, foram os maiores trunfos do time do outrora criticado Paulo Roberto Falcão. Como diria o ex-presidente do Grêmio, Rafael Bandeira dos Santos, o futebol é dinâmico. Tratando-se da rivalidade Gre-Nal, então, seja a ser irônico. Quando menos se espera a gangorra sempre dá o ar da graça.

Dupla em campo

Na próxima quarta-feira, o Internacional recebe o Atlético-PR, no Beira-Rio, às 19h30.Com a goleada diante os mineiros, os vermelhos subiram para a posição de número oito, com 12 pontos. Por outro lado, o Grêmio é o 12º com oito e vai a Minas enfrentar o Cruzeiro, no mesmo horário. Boa sorte à dupla!


Estreia frustrante

Com três atacantes e mais Paulo Henrique Ganso na articulação, a seleção brasileira não passou de um empate frustante e sem gols na estreia contra os venezuelanos na Copa América. As atuações apagadas de Neymar, Robinho e Ganso coloram em cheque o ousado sistema de Mano Menezes. Do jovem e talentoso quarteto ofensivo, apenas Alexandre Pato teve atuação destacada. Com intensa movimentação e senso de posicionamento, o camisa 9 foi protagonista da melhor chance canarinho na partida. Após jogada de Daniel Alves pela lateral-direita, o ex-colorado desferiu potente chute contra a meta de Vera, que mesmo atingindo velocidade superior a 100 km/h, explodiu na trave e não passou de uma bela chance desperdiçada...

Equilíbrio

Diante da apagada atuação, a tendência é que Mano opte pelo 4-4-2, em breve. Para isso, teria que tirar Robinho ou Neymar e promover a entrada de Lucas ou Elano. Pelo trabalho tático que desenvolve, além da qualidade que possui na bola parada, o último me parece ideal para entrar na meia-cancha. O santista seria peça fundamental para o tão sonhado equilírio. Sua presença, além de auxiliar os volantes na marcação, seria um acréscimo ao isolado Ganso na zona de articulação. No próximo sábado, o adversário será o Paraguai, às 16h. Boa sorte a "nosotros"... "Voa canarinho, voa!"

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