Injustiça
Não é a primeira vez que uso essa expressão, tampouco, será a última: “O futebol nunca foi e, infelizmente, jamais será, um ato de justiça”. Fosse ao contrário, o Milán teria eliminado o badaladíssimo Barcelona e estaria nas semi-finais da maior competição de clubes do planeta. Entretanto, como futebol é apenas um jogo, os italianos estão fora do certame. Para os catalães fica o “estranho” gosto da vitória obtida por pênaltis para lá de duvidosos...
Anormal
Nos últimos três anos, o Barcelona venceu 85% das partidas que disputou, além de ter conquistado assombrosos 16 campeonatos em 13. O melhor time do planeta, futebol ofensivo, jogadores fantásticos e um dos maiores camisas 10 da história, Lionel Messi. Os méritos são inegáveis e justos, mas na tarde de ontem, a classificação só veio pela “mãozinha da arbitragem”...
Apito
O primeiro pênalti, além de duvidoso – Messi valorizou e muito o carrinho de Antonini – não teria ocorrido se a arbitragem tivesse assinalado o impedimento do camisa 10 argentino. O segundo pênalti do veterano Nesta, de fato, ocorreu. Porém, contesto o descritério: quantos árbitros assinalam falta no tradicional empurra empurra na área? O árbitro fez certo, aplicou a regra,mas, será que faria o mesmo se o jogo fosse na Itália? Árbitro localista é dose em qualquer parte do mundo!
Choro
Minhas contestações não se justificam por minha aposta no Milán, muito mesmo, por minha simpatia ao time italiano. O Barcelona foi melhor e é melhor, sem dúvidas. Mas, não ignoramos a realidade: a classificação para as semi-finais ficou maculada. Um timaço como o Barcelona não precisa de ajuda de arbitragem. Os números não mentem, mas o dia 3 de abril entrará para a história: o dia em que o Barça “jogou com 12”.
A partida
Como era esperado, o Barcelona tomou à frente do jogo desde o primeiro minuto. Mesmo com ampla vantagem na posse na bola, toques laterais de um lado a outro, até surgir uma brecha, os espanhóis levavam perigo somente através da individualidade de Messi. Bem postado defensivamente, os italianos liberaram o “toque-toque” até a intermediária. Depois disso, próximo ao gol de Abiatti, a marcação apertava e o Barça não conseguia evoluir. A situação foi a mesma até a marcação do primeiro pênalti...
Empate
Após o gol, o Milán saiu um pouco mais para o jogo, embora o Barcelona continuasse “dono do jogo”. Em uma bela jogada de Robinho, que envolveu três marcadores, Nocerino empatou em chute diagonal. O 1 x 1 perturbou o time da casa, que ao contrário do habitual, passou a arriscar chutes de fora da área. A situação só modificou a partir do segundo pênalti. Após, somente o Barcelona jogou e, aí, sim, fez valer sua maior qualidade técnica, ampliou a vantagem por 3 a 1 e só não mais pelo desperdício de seu ataque.
Contestações
Novamente afirmo o óbvio: o Barcelona, indiscutivelmente, é o melhor time do mundo na atualidade. Entretanto, mesmo time de Guardiola possui algumas fragilidades que impedem que eu engorde o quadro de admiradores incondicionais e entusiasmados dos espanhóis: Primeiro, não me agrada as improvisações na defesa. Dois quatro atletas do setor, dois atuam fora de função: o volante Mascherano “quebra o galho de zagueiro central”, enquanto o capitão e zagueiro Puyol, atua como lateral-esquerdo...
Homem-gol
Além disso, a ausência de um centroavante de área, matador, goleador é outro problema. O chileno Sanchez, que atuou na primeiro partida e o jovem Isaac Cuenca, que compôs ataque com Messi, ontem, são atletas de mobilidade, de lado de campo. Méritos de Guardiola que achou uma maneira de atuar mesmo sem um homem-gol, mas, por favor, não me obriguem a admirar um time sem centroavante.
Filosofia
Por mais polêmico que seja, não gosto da filosofia de jogo do Barça. Toque-toque, muitas vezes lateral, sem ambição, até surgir o espaço. Prefiro times velozes, com mais ambição, com o Real Madrid de Mourinho, por exemplo. Com um meia clássico, o alemão Özil e uma dupla ofensiva que reúne os atributos que tornam o ataque completo: a velocidade e habilidade de Cristiano Ronaldo e o oportunismo e presença de área do francês Benzema. Esta é a filosofia que mais me agrada: sem improvisações e ataque incisivo...
Vitória
Sendo assim, torço para que Real Madrid ou Bayer de Munique vençam o badalado Barcelona em uma provável final. Antes, disso, o Barça terá o Chelsea pelas semi-finais, mas, diante, da dificuldade dos ingleses em eliminar o frágil Benfica, dificilmente terão capacidade para pôr a “zebra para desfilar”. Somente os resultados, leia-se de passagem, a derrota do Barcelona, será capaz de evidenciar as fragilidades de um time, atualmente, “incontestável”. Além disso, seria um ato de justiça para “vingar” o Milán, castigado pelo “apito amigo”.
Fotos: opiniaododavid.wordpress.com, esportes.br.msn.com, diariodabola.blogs.sapo.pt, dailymail.co.uk e newshopper.sulekha.com




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