segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dupla esfarrapada e os desafios da semana

Precoce


É regra a necessidade de um grupo numeroso e qualificado para superar a série de jogos de uma temporada. Tratando-se das competições de maior garbo, como a Libertadores, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, as peças de reposição são mais do que essenciais, sendo fator capaz de definir o futuro das equipes no certame. Normalmente, os problemas de ordem clínica demoram a aparecer, porém, nesse ano, “as dores de cabeça” já incomodam gremistas e colorados no primeiro trimestre da temporada...

Derrota e discrição

Sem Kléber, que para por cinco meses, Gilberto Silva, Werley e Marco Antônio, o Grêmio esteve abaixo da crítica. É claro que a série de ausências denota grande parte da atuação, entretanto, a jornada discreta de alguns nomes, como Marquinhos, por exemplo, inviabilizaram o que já era difícil: a vitória sobre o Pelotas, na Boca do Lobo.

Secação


Com a derrota por 1 x 0 – belo gol de cabeça do centroavante Reinaldo, diga-se de passagem – o tricolor estacionou nos 15 pontos, manteve a liderança do grupo 2, mas perdeu os 100% de aproveitamento. Desta forma, para terminar a etapa classificatória como a melhor campanha do Gauchão 2012 – e poder jogar um provável Gre-Nal em casa – o Grêmio precisa “secar” o Internacional na última rodada, contra o São Luiz. Por sua vez, o tricolor recebe o Caxias, campeão do Primeiro Turno, no Olímpico, no próximo domingo, às 16h.

Lamentável

A direção gremista está “comendo mosca”! É inaceitável a inoperância na busca de um zagueiro confiável. Chega a ser constrangedor a atuação das duplas testadas ao longo da temporada. A melhor delas até então, mesmo longe de ser uma unanimidade, Gilberto Silva e Werley, estão no estaleiro e fragilizaram ainda mais o criticado setor gremista. Enquanto isso, Luxemburgo foi obrigado a escalar Wilson e o estreante Pablo. Completamente fora de ritmo, o primeiro, que já teve grandes jornadas na época de Renato Gaúcho, inclusive como volante, levou dribles, mostrou pouca velocidade e precisa de um maior tempo para aperfeiçoar o condicionamento físico e a parte técnica. Sobre Pablo, embora tenha sido apenas a primeira aparição, já foi o bastante para vermos que o jovem está longe da necessidade gremista.

Denílson cover


Lembram do “Denilson Show”, atacante reserva do Penta? Homem de confiança de Felipão, o outrora camisa 17 se notabiliza pela habilidade na perna esquerda e por suas “pedaladas”. Presença certa nas etapas complementares, o atual comentarista da Bandeirantes jamais conseguiu repetir as atuações de alto nível quando iniciava a partida. O mesmo “fenômeno” parece estar se repetindo com Facundo Bertoglio. Após um começo mais do que promissor, o argentino não consegue ter uma atuação convincente iniciando a partida. Na quarta-feira, o camisa 7 terá mais uma oportunidade. Desta vez, novamente, como quarto homem de meio-campo, com Marcelo Moreno e André Lima no comando ofensivo.

Menos mal

Diante do momento pra lá de instável, menos mal que o adversário da hora é o Ipatinga, da “gloriosa” segundona mineira. Em que pese a pouca expressão do adversário, prudência nunca é demais visando os grandes objetivos de 2012: conquistar o Pentacampeonato da Copa do Brasil e garantir a Libertadores 2013 na Arena. A partida ocorre em solo mineiro, na próxima quarta-feira, à 19h30. Boa sorte a nação de três cores...

Alterações

Precisando reverter a péssima atuação no certame local, Luxemburgo deve promover ter alterações na equipe. Em tratamento intensivo pela fratura na costela, o zagueiro Werley deve retornar à equipe e fazer dupla com Wilson. No meio-campo, Marquinhos, de atuação “apagadíssima” contra o Pelotas, deve perder a vaga para André Lima. Com isso, Bertoglio atuará recuado no meio, uma vez que Marco Antônio, também lesionado, também está fora do confronto.

Amistoso


Com apenas 7 mil pessoas no Beira-Rio, estádio em obras e um fraco adversário, a partida entre Inter e Canoas mais parecia um amistoso. Com Leandro Damião em boa tarde, tendo marcado o gol da vitória, além de outros dois anulados – o primeiro em bela “pucheta” após domínio com a mão – o colorado não fez nada além do que a obrigação. A vitória pelo escore mínimo, novamente evidencia a monotonia do time com as ausências de Guiñazu, Oscar, D’Alessandro e Dátolo. Contra o Santos, pela Libertadores, somente um deve retornar. Dorival tem trabalho pela frente e, muito...

Quebra-cabeça

É um desafio e tanto enfrentar o Santos de Neymar, tendo que vencer e sem poder contar com 75% do meio-campo titular. Guiñazu e D’Alessandro, lesionados, além de Oscar, impossibilitado judicialmente, são ausências certas – a não ser que Guiñazu, surpreenda os prognósticos médicos e esteja em campo. Desta forma, Dorival deve escalar Tinga mais avançado, ao lado de Dátolo, no setor de armação, tendo Bolatti, Elton e Sandro Silva, disputando as duas vagas de volante...

Multifuncional

Diante das circunstâncias, gosto da alternativa de Tinga na zona de articulação. Com o camisa 7, Dorival tem possibilidade de alterar o modelo tático apenas alterando o posicionamento de seu – agora – capitão. Tinga pode ser apoiador pela direita no losango, terceiro homem de meio no 4-4-2 ou ainda, completar a linha de três meias no atual esquema 4-2-3-1. Além disso, a escalação do volante com passagens pelo futebol japonês e alemão trás outros benefícios ao Inter...


Espelho

Com Tinga no meio, o Internacional conseguirá “encaixar a marcação”, como costumam dizer os treinadores. Com as mesmas alternativas táticas do colorado, Muricy Ramalho, tem no meia Ibson, peça central em seus sistema. Desta forma, basta Dorival posicionar Tinga na mesma função que Ibson, que a disputa da meia-cancha se dará no chamado “espelho”. Isto é, times com a mesma formatação tática, o que, teoricamente, facilita a marcação.

Diferencial

Mesmo com a qualidade incomum de Paulo Henrique Ganso, o grande diferencial santista, é Neymar, é claro. Porém, após jogar livre e “estraçalhar” com o jogo na partida de ida, na Vila Belmiro, não tenho dúvidas que o camisa 11 do Peixe não terá vida fácil, no Beira-Rio, em hipótese alguma. Para isso, o regular lateral Nei terá papel fundamental, além dos volantes, quando a “revelação canarinho” recuar para a zona de articulação. Portanto, para vencer o Peixe, o primeiro passo é neutralizar Neymar. Sendo assim, mesmo com a série de lesões do Inter, a disputa ficará taco-taco, o que encurtará o caminho gaúcho em busca da indispensável vitória.

Próximo post


Na próxima coluna, destaque para o jogo de volta entre Barcelona x Milán pelas quartas-de-final de Champions Legue.

Fotos: jornaldaparaiba.com.br, meionorte.com, crystaltube.com, forumchaves.com.br, Sport Club Internacional, fotos.noticias.bol.uol.com.br e esporte.uol.com.b

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