segunda-feira, 16 de abril de 2012

Gauchão 2012: Dupla batendo em bêbado

Lógica


Como era esperado, a dupla Gre-Nal não sofreu resistência para avançar às semifinais da Taça Farroupilha. No sábado, o Internacional aplicou 3 x 0 no Cerâmica e teve o retorno do meia D’Alessandro (autor do último gol da vitória, de pênalti) como a principal notícia na chuvosa tarde/noite no beira Rio. Os outros gols foram marcados por Gilberto e Damião. O Grêmio, por sua vez, teve missão ainda mais fácil, ao bater o Ipiranga de Erechim por 4 x 0, com dois gols do zagueiro Werley – os outros foram de André Lima e Fernando. Miralles, de atuação discreta, foi a novidade. Bertoglio, poupado, ficou no banco.

Semifinal

No próximo sábado, o Grêmio recebe o Canoas, no Olímpico, às 16h, enquanto os colorados enfrentam o Veranópolis, no mesmo horário, mas, domingo, no Beira-Rio. Se nada de anormal ocorrer e, portanto, o sargento Garcia não prender o zorro, a dupla Gre-Nal define o turno no outro domingo, dia 28 de abril...

Disparidade

Ao contrário do que ocorreu no primeiro turno, quando a dupla da capital iniciava a temporada e perdia pontos importantes pela defasagem física, o returno tem sido massacrante e até monótono. Sem nenhuma condição de confronto, as equipes do interior têm sido presas mais do que fáceis aos maiores do Estado. Já passou da hora da Federação Gaúcha de Futebol reformular o certame local. Quem sabe em 2013? Tomara!

Dobradinha


Voltando ao campo, no sábado, os colorados tiveram uma bela amostragem. Até que o impasse envolvendo Oscar, Inter e São Paulo seja resolvido, Dorival Júnior contará com uma dobradinha castelhana no setor de armação. Com características complementares, Dátolo – que tem o arremate de fora da área como principal trunfo e, D’Alessandro – que inegável e literalmente, faz o time jogar, garantem um salto de qualidade considerável no setor mais importante de um time de futebol. A dupla é um reforço e tanto levando-se em conta a fase final do Gauchão e, sobretudo, a Libertadores da América. Falando nisso, os vermelhos enfrenta o Juan Aurich, na próxima quinta-feira, ás 19h45, no Peru.

Opção

A lesão de Guiñazu e a fase pavorosa de Mario Bolatti oportunizaram a Sandro Silva um expediente até então, inédito: a sequência de jogos. Sendo assim, o camisa 24 mantém a regularidade de atuação e repete as jornadas dos tempos de Palmeiras, quando chamou atenção de diversos clubes e garantiu o passaporte para jogar no badalado futebol europeu. É inegável que o crescimento do volante tem Dorival como principal responsável. O treinador exorcizou a “crise de estrelismo” que, por vezes, acometia Sandro Silva. Em que pese sua boa qualidade técnica, a frente da área não é local para jogadas de efeito e dribles arriscados. Simplicidade nunca é demais!

Consolidação


Pelo lado tricolor, a falta de padrão de jogo e a dificuldade de trocar três passes, que compunham a dura realidade do início da temporada, felizmente, já fazem parte do passado. A consolidação do sistema tático é o grande diferencial de Luxemburgo em relação ao seu antecessor, Caio Júnior – exceto a partida de ida contra o Ipatinga, quando Luxa escalou inadmissíveis três zagueiros e três volantes. Hoje, com o retorno de alguns lesionados, entre eles a dupla defensiva Werley e Gilberto Silva, o comandante garante rotina ao losango de meio-campo e, por consequência, a evolução gradativa da equipe – embora reconheça que muito ainda precise ser feito.

Jóquei

Muito se discute sobre a real importância de um treinador. Embora discorde da supervalorização que atingiu a categoria nos últimos anos, não podemos ignorar o papel do comando técnico. Neste sentido, Vanderlei Luxemburgo parece ter reencontrado a excelência que sempre o acompanhou ao longo da carreira. É óbvio que a fragilidade dos adversários até agora, contribuem com os resultados, mas, não podemos cair na vala da injustiça: mesmo com a série de lesões e carência de algumas peças, Luxemburgo tem feito o Grêmio jogar muito além do que teria capacidade.

Luto


Ex-dirigente do Internacional, o comentarista da Rádio bandeirantes de Porto Alegre, Cláudio Cabral, 71 anos, faleceu no último sábado, vítima de complicações cardíacas. Com passagens, ainda, pelas Rádios Guaíba e Gaúcha, o radialista deixa uma imensa lacuna no jornalismo esportivo gaúcho. Dono de comentários exigentes, ironia e muito sarcasmo, o “mestre” com era chamado, não se deixava levar por atuações esporádicas de destaque, muito menos, chamava de craque o jogador que não merecesse o rótulo. Mesmo com sua identificação clubística, Cabral possuía o respeito, inclusive dos gremistas, tudo por que sabia muito bem distinguir sua profissão de suas preferências. Foi mestre também nisso, na arte da imparcialidade jornalística. O rádio gaúcho perde e, muito!

Fotos: betovetromille.blogspot, esportes uol, clicrbs e Band/RS

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