terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Goleada dos titulares e Gurizada 100%

Titulares em ação


A vitória de goleada foi o 'menor mérito' da estreia dos titulares do Grêmio no campeonato estadual. Embora seja preciso ressalvar a fragilidade do Aimoré, de São Leopoldo, o tricolor mostrou algumas virtudes em relação à temporada passada, principalmente no que diz respeito à postura tática, muito mais equilibrada e longe dos famigerados três zagueiros e três volantes que imperou em 2013. Nesta quarta-feira (29), às 22 horas, o tricolor volta a campo, desta vez, porém, com os atletas da base comandados por Mabília. O adversário da hora é o Brasil de Pelotas, na região Sul do Estado.

Individualidades

A mutação tática permitiu, entre outros, que as individualidades se destacassem, em relação a eles mesmos, em 2013. Eis os casos do meia Máxi Rodriguez, de intensa movimentação e capacidade de articulação e o centroavante Barcos, atuando muito mais à frente que o habitual. Além deles, o lateral-esquerdo Wendell, que substitui Alex Telles, negociado com o turco Galatasaray, foi outro destaque ofensivo. Na sistema defensivo, embora pouco exigido, reitero, o volante Edinho, ex-Inter, que inclusive marcou um dos gols, foi a grata surpresa na primeira posição do meio-campo, ao lado do ‘novo-velho’ titular Marcelo Grohe, autor de grandes defesas, uma delas um milagre incrível. Por essas e outras, o que menos importou foi o 4 a 0.

Hábito ou premonição?


Marcelo Grohe, novo dono da camiseta 1 do Grêmio, voltou para o segundo tempo vestindo a 12, seu número ano passado, quando era suplente de Dida, hoje no rival Inter – sendo obrigado a retornar ao vestiário para corrigir o equívoco. Porém, surge uma dúvida: será que Grohe equivocou-se ou possui o dom da premonição? Afinal, dois dias depois, nesta terça-feira, a imprensa gaúcha aborda, com veemência, a possibilidade do arqueiro da seleção Júlio César, desembarcar na Arena Porto-Alegrense. Do ponto de vista técnico embora possa soar como ‘barriga de aluguel’ para disputar a Copa, tal qual fizera o centroavante Luisão, em 2002 — Júlio seria um acréscimo e tanto a qualquer equipe brasileira. Porém, pela nova política financeira do clube e, sobretudo, pelo discurso inflamado do presidente Fábio Koff, ao final da temporada passada pró-Marcelo Grohe, parece-me um tanto contraditório. Mas, como futebol é dinâmico, não me surpreenderia nada, nada.

Rival à vista

Pela Taça Libertadores, Oriente Petrolero e Nacional do Uruguai, iniciam nesta terça-feira (28), na Bolívia, a busca por uma vaga no grupo 6, ao lado de Grêmio, Atlético Nacional da Colômbia e Newell’ Old Boys da argentina. Quem passar pela pré-libertadores, será o adversário do tricolor gaúcho no próximo dia 13 de fevereiro, sendo que os gremistas atuaram fora de casa. Será a largada oficial do time de Enderson Moreira rumo ao sonhado Tricampeonato da América. Portanto, olho na TV.

Missão cumprida

Novamente tendo o atacante Aylon como principal figura da equipe, o Internacional Sub-23 comandado por Clemer somou 100% de aproveitamento em três partidas no Gauchão 2014, cumprindo com louvor a missão de representar o clube no estágio inicial do certame. Além disso, legou aos torcedores e a comissão técnica titular a atuação de atletas promissores. O último triunfo ocorreu no Vermelhão da Serra, contra o Passo Fundo, no domingo, por 2 a 1. Nesta quarta-feira (29), em Novo Hamburgo, o time reserva do Inter, sob a batuta de Abel Braga, enfrenta o São Paulo de Rio Grande. A provável formação colorada no tradicional 4-4-2, com possibilidade de alternância para o 4-2-3-1 terá: Agenor; Cláudio Winck, Ernando, Índio e Raphinha; João Alfonso, Augusto; Alan Patrick; Valdívia; Otávio e Wellington Paulista.

Futuro ofensivo


Aylon (à direita) é um avante moderno. Longe de ser um centroavante clássico, de ‘estilo aipim’, o jovem também não é segundo atacante pelos lados. Na verdade, o camisa 9 é um centroavante de movimentação que atua centralizado. Com experiência na segundona gaúcha, o guri atua muito bem de costas para o gol; tem relativa velocidade e, principalmente, faro de gol. Certamente receberá oportunidades no grupo principal em breve. O meia-atacante Murilo (e) foi outro grande expoente da jornada contra o Passo Fundo. Aos 19 anos, o camisa 11 disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior, no início do mês, tem a perna esquerda como preferencial, mas também utiliza com precisão o pé-direito. Tem no drible e na velocidade as principais virtudes e é talhado para atuar pela extremidade esquerda, na linha de três meias no 4-2-3-1. Aliás, a dupla foi autora dos gols da vitória. Sem afobação, tampouco, queima de etapas, mas olho neles, Abelão!!!!

Tradição nacional

Historicamente, em regra, os laterais brasileiros são pródigos no apoio, mas proporcionalmente deficitários na marcação. Quando falamos de jovens, então, formados na base e recém guindados ao grupo principal, o fato torna-se ainda mais visível. É justamente o caso de Cláudio Winck e Raphinha, dois dos destaques do time sub-23 na peça ofensiva, porém, com graves defeitos na defesa. Ainda há tempo para corrigir, claro, porém, até lá, a ‘síndrome de laterais meramente ofensivos’ pode atrasar ‘a vida dos garotos’. Eis a necessidade das categorias de base trabalhar mais o poder de marcação dos jovens laterais.

Fotos: Grêmio oficial, Band/Uol e ClicRBS

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