quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Brasileirão com novo líder


Liderança

O Brasileirão 2010 tem novo líder. Após 16 rodadas com o Fluminense de Muricy Ramalho na ponta da tabela, o Cruzeiro de Cuca, enfrentou os cariocas em Uberlândia e venceu por 1 a 0, gol do centroavante Wellington Paulista. Apesar de reunir duas das melhores equipes do certame (foto), a partida ficou longe das expectativas e foi marcada pela série de oportunidades desperdiçadas, sobretudo pelo atacante Washington, camisa 99 do Fluzão. Entretanto, a vitória do Cruzeiro - que vem a Porto Alegre enfrentar o Grêmio no próximo domingo - esquentou ainda mais o campeonato. Sendo assim, tudo indica que o campeão nacional será decidido, uma vez mais, somente na última rodada, em 5 de dezembro. Aguardemos!

Audácia premiada

Ao contrário do que ocorria em outros anos, o Grêmio atua fora de casa com a mesma naturalidade como se estivesse no Olímpico. A postura adotada por Renato Gaúcho, prioriza o equilíbrio, mas sem abdicar da ofensividade, como pode ser visto no empate contra o Vasco no último sábado. Para ilustrar o fato, quando perdia a partida por 3 a 1, o treinador retirou o volante Ferdinando, recuou o meia Lúcio para a segunda função do meio-campo e pos em campo o atacante Diego Clementino. A audácia foi premiada com a busca pelo empate já nos acréscimos, com o gol do lateral-direito Gabriel. Os 3 a 3 passam necessariamente pelo desprendimento e a coragem de Renato.

Mecânica

Desde as lesões de Souza, Rochemback e Adílson, o treinador teve dificuldades para a montagem do setor mais vital da equipe, o meio-campo. No entanto, mesmo tendo que usar de improvisações, o rendimento manteve-se similar, com o acréscimo de Lúcio, lateral-esquerdo de origem. Atuando aberto no lado esquerdo, o camisa 11 tornou-se grande opção ofensiva, além de dar um “refresco” ao lateral Fábio Santos, que por suas conhecidas debilidades no apoio, vinha sofrendo com a “marcação” da torcida. Além de Lúcio, Renato improvisou o zagueiro Wilson na primeira função do meio, o que manteve a equipe com a mesma mecânica de jogo, no chamado 4-2-2-2.

Artilharia

Outrora considerado o pior atacante do mundo - por uma revista espanhola – hoje Jonas é o artilheiro do campeonato, que para muitos, é o mais competitivo do mundo. O camisa 7 tem 19 gols e está a oito do vice-artilheiro, o meia Bruno César do Corinthians. Além de transformar-se em ídolo da torcida e sepultar as desconfianças, Jonas alcançou a oitava posição como maior goleador da história do clube, com 71 gols. O paulista superou ídolos como Ronaldinho Gaúcho, André Catimba e Mário Jardel, campeão da Libertadores, em 95. Além disso, com mais três gols, supera Paulo Nunes e se iguala a outro camisa 7, o maior ídolo de toda torcida gremista, o técnico Renato Portaluppi. Por fim, é ainda o maior artilheiro do Brasil, com 40 gols, em 2010. Os números são inegáveis e justificam o porquê de Jonas ser o mais novo xodó da nação de três cores.

Fundamental
Vencer e vencer. É desta forma que o Inter busca aproximar-se dos líderes e ainda sonhar com o tetracampeonato nacional. No domingo, apesar dos inúmeros desfalques, a equipe venceu o Atlético-MG por minguado, mas importante 1 a 0 – gol de Alecsandro, que marcou seu 50° gol com a camisa alvirrubra e depois acabou sendo expulso. Com a vitória, o colorado ocupa a quarta posição com 47 pontos, sete atrás do novo líder, o Cruzeiro. Na quarta-feira, o Inter vai a Vila Belmiro, enfrentar o Santos, em partida atrasada do primeiro turno. O jogo inicia às 22h.

Losango

Com as ausências de Giuliano, D’Alessandro, Tinga, Wilson Matias e Andrezinho, Celso Roth precisou inovar. Desta forma, escalou a equipe com três volantes, no chamado 4-4-2, em formato losango, como aquele utilizado por Tite na conquista da Copa Sul-Americana, em 2008. Desta forma, o meio-campo teve Glaydson, recuado, Guiñazu e Derlei nas extremidades e Marquinhos avançado, tendo ainda Edu e Alecsandro no ataque. Mesmo com o time descaracterizado, Roth fez o certo: escalou a formação conforme a característica dos atletas disponíveis. Agora, basta apenas fazer o mesmo com a volta de todos os titulares. Afinal, desde a saída de Taison, o 4-2-3-1 está longe de funcionar.

Volante

Destaque da partida, o volante Derlei aproveitou e, muito bem a oportunidade. Atuando no lado direito da meia-canha, o atleta marcou com eficiente, mas não deixou de apoiar quando existia oportunidade – o que é fundamental para o sucesso do esquema com três volantes. Com chegada fácil no ataque, o goiano por diversas vezes chegou a linha de fundo, tabelando com o lateral direito Nei, cruzando e concluindo a gol, inclusive acertando a trave em um belo chute. No entanto, pelas características apresentadas, Derley é segundo homem de meio campo, o que no momento, dificulta a sua escalação como titular. Porém, o atleta que está desde 2007 no Beira-Rio, se credencia como mais uma importante opção ao comandante colorado.

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