Moradores do Parque Residencial Shöenwald, na Vila Santa Cecília – 4° Distrito de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre – solicitam providências da Secretaria de Obras e Viação (SMOV) da cidade. A rua Romalino Feijó de Fraga está impossibilitada de receber o trafego de veículos devido ao estrago ocasionado no calçamento. Pelo local, passavam duas linhas de ônibus, mas para que a situação não piore, os próprios moradores bloquearam a via com pedras. Além disso, é necessário que sejam feitos reparos na canalização.
Segundo Francisco Iran Flores, que está construindo uma casa na rua, os problemas na pavimentação são uma novidade para os moradores: “O calçamento sempre teve boas condições, mas desde que os ônibus começaram a passar pela rua, o chão começou a ceder”, conta. Conforme ele, pelo local passavam diariamente duas linhas de coletivos, entretanto, o piso utilizado na pavimentação não é apropriado para receber o fluxo de veículos de grande porte: “As pedras são apenas encaixadas e não resistem a muito peso”, explica Maninho como é conhecido.
Por outro lado, Antônio Prates, morador da rua há 15 anos, destaca os procedimentos adotados visando à solução do impasse: “Entramos em contato com a empresa de ônibus e eles disseram que possuem autorização para passarem pelo local. Sobre o calçamento, eles nos indicaram buscar a prefeitura. Mantemos contato com a SMOV quase diariamente, já fizemos até protocolo, mas até agora nada foi feito”, lamenta. Segundo ele, o ideal seria o asfaltamento da localidade, o que acabaria com o problema e permitiria o tráfego de veículos pesados pela rua.
Entre as alternativas, o morador Alvarez Costa da Silveira, indica: “Como são poucas pessoas que utilizam a linha de ônibus no local, a empresa poderia disponibilizar um micro-ônibus. Do contrário, a rua será arrumada, mas o problema voltará à tona. Estaremos enxugando o chão com a torneira aberta”, exemplifica.
Por fim, a moradora Elizabete Machado elenca os prejuízos ocasionados com a situação: “Carros não podem passar, entregas não podem ser feitas. Prejudica nosso deslocamento, temos que caminhar até outra parada. Esperamos não precisar de atendimento médico, pois nenhuma ambulância consegue entrar na rua”, preocupa-se a moradora.
Canalização também sofreu prejuízos
Não é somente o calçamento que sucumbiu com o excesso de peso no local. A canalização também carece de reparos, já que vazamentos caracterizam os serviços de saneamento na rua. Buscando a solução do impasse, os moradores encaminharam o protocolo à prefeitura (n° 26821): “Este é o segundo protocolo, porque o primeiro a prefeitura perdeu. Pagamos rigorosamente os impostos e estamos buscando nossos direitos. Mas parece que em Viamão tudo é difícil. Precisamos que uma atitude seja tomada imediatamente”, disse Maninho.
Saiba mais:
Em relação ao bloqueio da rua, ela ocorre com a presença de pedras e tem a finalidade de impedir a quebra de veículos e até acidentes decorrentes do piso irregular: “Vários carros já foram danificados. Perderam surdina, cárter, até um entregador de gás perdeu um botijão. Como é uma lomba, o risco é ainda maior. Felizmente foram somente sustos, mas é preciso resolver o quanto antes para evitar maiores problemas”, alerta Maninho.
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