sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Elementos da estrutura da notícia - Rio 2016

1) Título:

Cidade Maravilhosa

2) Lead:

A cidade do Rio de Janeiro, que inclusive já foi capital da República, será palco dos primeiros jogos olímpicos a serem disputados na América do Sul. A definição ocorreu no início do mês, em Copenhague, na Dinamarca. A “cidade maravilhosa” venceu a disputa contra Madri, Tóquio e Chicago. Portanto, não foi uma vitória qualquer. Vencemos “cachorros grandes”, nações potentes, detentoras de grandes economias e consideradas de primeiro mundo. Por toda a pompa que envolvia a escolha dos jogos, indiscutivelmente somos verdadeiras zebras... zebras pintadas de verde e amarelo, é claro.

3) Sublead:

Brasil, o país do futebol, do samba, da cerveja e da mulher bonita. Uma nação com dimensões continentais, diversidade cultural, população sofrida e obstinada. Por mais que tentemos evitar alguns dos rótulos, é imutável: é assim que somos conhecidos pela maioria das nações mundo afora. Pois bem, acrescentem ao gingado do sambódromo e a molecagem dos gramados, uma pitada de formalidade. Estendam o tapete vermelho. Afinal, que venham os jogos olímpicos de 2016. Motivo de orgulho para os patriotas e de receio para os céticos.

4) Corpo de texto:

A cidade do Rio de Janeiro, que inclusive já foi capital da República, será palco dos primeiros jogos olímpicos a serem disputados na América do Sul. A definição ocorreu no início do mês, em Copenhague, na Dinamarca. A “cidade maravilhosa” venceu a disputa contra Madri, Tóquio e Chicago. Portanto, não foi uma vitória qualquer. Vencemos “cachorros grandes”, nações potentes, detentoras de grandes economias e consideradas de primeiro mundo. Por toda a pompa que envolvia a escolha dos jogos, indiscutivelmente somos verdadeiras zebras... zebras pintadas de verde e amarelo, é claro.

Recém havia almoçado. Estava assistindo a televisão e ouvindo rádio no momento do anúncio. Isso mesmo, por mais louco que pareça, estava com esta superposição sonora e consagrando na prática o que indica a teoria do jornalismo multimídia. Quando o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, confirmou o Rio, não contive a emoção. Afinal, para quem possui uma bandeira do Brasil na parede do quarto, uma notícia como aquela é no mínimo digna de agitação emocional.

Passada a euforia, dei lugar ao racionalismo. O Brasil será atenção de todo o planeta nos próximos sete anos. Isso mesmo, para quem não lembra, seremos sedes também da Copa do mundo de 2014, inclusive com Porto Alegre confirmada como uma das praças do evento. Além disso, já tivemos os jogos Panamericanos, também no Rio, em 2007. Portanto, mais do que nunca, é hora de sepultarmos o “coitadismo” que muitas vezes nos acomete. Mais do que nunca, o patriotismo se coloca o lugar mais alto do pódio. Nada mais justo, afinal, o povo brasileiro é digno de medalha de ouro.

Entretanto, é preciso vigilância extrema para que os “exageros” cometidos no Pan, não se repitam. Não podemos investir em infraestrutura e deixar ginásios e parques aquáticos as moscas. Muito menos superfaturar obras, através da construção de verdadeiros “elefantes brancos”. Lavagem de dinheiro, corrupção, administração de divisas em benefício próprio. Ah... por favor, não sejamos tão pessimistas, nem ingênuos. Como já diria o pensador: a virtude está no meio termo.

Brasil... O país da pobreza, da desigualdade social e da corrupção sediará as Olimpíadas. Que absurdo, dirão alguns. Como pode uma nação que não consegue investir em demandas básicas, como educação e saúde, ser palco da maior competição esportiva do planeta? Com todo o respeito a quem pensa assim, creio que os Jogos de 2016 estarão em ótimas mãos. Por tudo

5) Intertítulo:

Consciência vale ouro

Nenhum comentário:

Postar um comentário