quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Imponderável Futebol Clube


Espanto

Mundial de Clubes é sinônimos de surpresas para a torcida colorada. Em 2006, mesmo com todo o favoritismo do Barcelona, o colorado chegou ao ápice como agremiação futebolística e assombrou o mundo. Passados quatro anos, nova assombração: a derrota para o campeão Africano Mazembe (foto) e a eliminação precoce do maior torneio de futebol de clubes do Planeta. São as surpresas do futebol.

Paixão

O futebol é único esporte em que o pior é capaz de triunfar sobre o favorito. É justamente este fator que traz o caráter apaixonante para a modalidade. A classificação africana foi apenas mais um episódio das surpresas que somente o futebol é capaz de protagonizar.

Quatro linhas

Ao contrário do que muitos dizem, o Internacional não foi soberbo, muito menos menosprezou o Mazembe, nada disso. Futebol é assim: deve ganhar por méritos ou perder por incompetência. Êxito ou derrota, devem ocorrer dentro das quatro linhas. Nem sempre é possível vencer. Agora é buscar o terceiro lugar do Mundo.

Desperdício

Como era de se esperar, o Internacional ditou o ritmo de toda a partida, realizou marcação avançada, criou chances de gol, teve maior posse de bola, mas repetiu o mesmo erro ao longo de toda a temporada: pecou pelo desperdício. Somente Rafael Sóbis perdeu três chances claras de gol, uma delas aos 4 minutos de jogo e que certamente teria mudado o desfecho da disputa. Além dele, Tinga e Giuliano perderam chances claríssimas e contribuíram e muito com a eliminação colorada.

Apagão

Assim como toda a equipe, o sistema defensivo do Inter mostrou-se inseguro e nervoso. A prova são os dois gols sofridos. O primeiro deles, ocorreu de uma jogada prevista do Mazembe, a inversão da direita para a esquerda que encontrou Kabangu. O atacante, dominou, ajeitou e teve toda a liberdade para concluir, enquanto Índio e Bolívar observavam a distância. Em decisão é preciso erro zero. Não foi o caso da defesa alvirrubra.

Omissão

É injusto apontar nomes como responsáveis pelo insucesso, já que a derrota é fruto da coletividade. Entretanto foi surpreende a omissão de alguns atletas, sobretudo aqueles que detêm os rótulos de maiores expressões técnicas. O lateral-esquerdo Kleber e o meia D’Alessandro, por exemplo, não entraram em campo, assim com o centroavante Alecsandro, que uma vez mais teve atuação pífia e parece ter encerrado a sua passagem pelo clube.

Corpo mole

É inadmissível que atletas estejam disputando a maior competição de clubes do mundo e não dêem no mínimo 100% de suas condições. Quantos jogadores não dariam a vida para estarem nesta condição?

Bronze

O Inter entra em campo novamente no próximo sábado, para disputa do terceiro lugar. O adversário será o Seongnam,da Coréia do Sul, que perdeu por 3 a 0 para a Internaziole de Milão. A partida inicia às 12h. A equipe do Inter deve ter mudanças em relação a semifinal. A final do torneio ocorre às 15h do mesmo dia entre a Inter italiana e o africano Mazembe.

Rivalidade

Não é a primeira fez que faço esse registro, mas repudio a rivalidade exacerbada no Estado. Chega a ser irônico que torcedores de um time saiam em carreata, enfeitem carros e casas com bandeiras pelo simples fato do maior rival ter sido derrotado. É natural que o adversário histórico fique feliz com o insucesso alheio, mas a ponto de celebrar com camisa do time de seu coração acho demasiado.

Tese

Mais do que nunca, minha tese vai se confirmando: são raros os torcedores de Inter e de Grêmio. O que mais existe é o anti-coloradismo e o anti-gremismo. É assim, sempre foi e continuará sendo. Mas, que é estranho é. Trata-se da velha rivalidade!

Um comentário:

  1. Parabéns pela coluna, bem boa...
    Gostei da parte que falas "O futebol é único esporte em que o pior é capaz de triunfar sobre o favorito" e as surpresas que esse esporte apresenta, comparando a vitória de 2006 a derrota para o Mazembe, ambas surpresas. Acho que o futebol não é esporte justo onde sempre o melhor time vence...parabéns mais uma vez...

    ResponderExcluir